Centros de inovação são aposta das empresas

Presas a modelos de Pesquisa & Desenvolvimento tradicionais, as marcas globais têm enfrentado muitas dificuldades para inovar. O principal desafio está inserido no conceito do Darwinismo Digital, que trata da rapidez das transformações pelas quais a tecnologia e a sociedade vêm passando. Como as companhias não estão conseguindo acompanhá-las, acabam sofrendo um processo semelhante ao da seleção natural.

A saída encontrada por parte do mercado tem sido a criação de “centros de inovação” físicos em importantes núcleos tecnológicos, como o Vale do Silício, para tirar proveito do ecossistema de startups, investidores de capital de risco, aceleradores, fabricantes e instituições acadêmicas. A estratégia é adotada por 38% das maiores empresas globais, segundo pesquisa da Capgemini realizada em parceria com a Altimeter.

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(Imagem de internet – Centro de inovação)

Os Estados Unidos e a Europa têm a maior fatia, com 29% do total dos centros de inovação – seguidos pela Ásia, com 25%. O Vale do Silício é o local mais interessante para instalação destes espaços físicos: 61% das empresas já abriram um ou mais centros no local. Ainda assim, outros hubs estão surgindo. Tanto é que as 10 principais cidades que figuram no estudo representam somente 35% do total de centros.

O levantamento considerou centros instalados nas seguintes localidades: Tel Aviv, Los Angeles, Seattle, cidade de Nova York, Boston, Londres, Toronto, Vancouver, Chicago, Paris, Sidney, São Paulo, Moscou, Berlim, Waterloo (Canadá), Cingapura, Melbourne, Bangalore e Santiago. As áreas de pesquisa preferidas são mobilidade (63%) e Big Data / análise de dados (51%). Elas são realizadas em quatro tipos de centro de inovação identificados na pesquisa:

1. Laboratórios internos de inovação
Motor de inovação de suas empresas, esses centros realizam todas as atividades relacionadas à inovação, da concepção à criação de protótipos, usando recursos internos.

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(Imagem de internet – Centro de inovação)

2. Residência universitária
Nesse modelo, as companhias investem na criação de um centro em um campus universitário para impulsionar a inovação usando pesquisadores universitários.

3. Âncoras comunitárias
Esses centros identificam mentores e oferecem às startups a oportunidade de trabalhar ativamente junto à empresa no teste dos seus produtos, internamente e com os clientes.

4. Postos avançados de inovação
São compostos por pequenas equipes que trabalham em hubs tecnológicos. Para empresas de grande porte, a ideia é envolver-se com a comunidade tecnológica sem arcar com grandes investimentos.

Embora os centros de inovação venham recebendo investimentos substanciais de muitas organizações globais e parte deles tenha conquistado alguns benefícios significativos, de 80% a 90% fracassam. O estudo recomenda algumas estratégias para que esse espaços alcancem o sucesso:

Definir um objetivo claro;
Criar um modelo de governança sólido, com apoio da liderança, para implementar inovações em toda a empresa;
Possuir o foco ideal – nem muito futurista nem muito ligado às operações atuais do negócio;
Envolver as unidades de negócio para evitar o isolamento;
Criar uma equipe multifuncional que atue tanto em ambientes estruturados como não estruturados;
Operar com um certo grau de liberdade orçamentária, mas saber quando abandonar o projeto;
Trabalhar com um grupo variado de parceiros do ecossistema de inovação, usando critérios sensatos para selecioná-los.
As experiências do Walmart e da AT&T são apresentadas como cases pelo estudo. A varejista conta com o Walmart Labs, integrado com a unidade global de comércio eletrônico, que administra os sites da companhia. O foco é em inovações que possam ser embutidas nesses canais de maneira amigável. Uma das equipes do laboratório ajudou a desenvolver o motor de busca interno do Walmart em apenas nove meses, gerando um aumento de 20% nas conversões de vendas online.

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(Imagem de internet – Centro de inovação)

Já a AT&T criou a rede de centros de inovação “Foundry” em vários locais, inclusive no Vale do Silício e Israel. Eles reduziram o tempo gasto desde a concepção até o lançamento, e o trabalho realizado em conjunto com algumas startups geraram soluções de sucesso, como o serviço de cobrança personalizado por vídeo e a rede com otimização automática. O Foundry ajuda a disseminar a cultura de inovação e criatividade pela organização, transformando a AT&T em uma companhia de tecnologia, em vez de somente telecom.

A Altimeter e a Capgemini Consulting pesquisaram as 200 maiores empresas do mundo (com base na lista da Bloomberg) de importantes segmentos do mercado, como automotivo, serviços financeiros, bens de consumo e varejo, manufatura e telecomunicações, no quesito inovação. Também foram entrevistados os principais executivos responsáveis pela supervisão das atividades relacionadas ao assunto.

Fonte: Mundo do Marketing, acesso e, 29/07/2015.

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